Concursos Questões sobre relações públicas e humanas, que até alguns anos eram tidas como secundárias, começam a ganhar destaque no processo seletivo. A cada dia, as instituições estão mais preocupadas com a formação de seus profissionais. Por isso, uma das novidades nos concursos para carreiras de agente administrativo da Polícia Federal são as questões a respeito das relações públicas e humanas. As disciplinas dessa área, que até alguns anos eram consideradas secundárias, agora chamam a atenção dos alunos. Esse deve ser um dos enfoques do concurso para a PF, cujo edital deve ser publicado no ano que vem.
"Em 2004, no mais recente concurso da PF, foram cobradas 20 questões sobre o assunto, o que representou 28% dos itens de conhecimentos específicos", enfatiza Andréia Ribas, professora de cursinhos preparatórios e especialista em Relações Públicas e Humanas, Gestão de Pessoas e Ética no Serviço Público. A matéria é essencial para a melhoria do atendimento ao público e das relações entre as pessoas no trabalho. E poderá representar um peso considerável na pontuação no concurso da Polícia Federal. Segundo a professora, que dá aula em cursos preparatórios em Brasília, essa é uma tendência marcante nos últimos testes realizados pelo Cespe/UnB (TST, TJDF, DFTRANS, MRE/2008, etc). "É o macete da vez." Andréia lembra que a matéria também está prevista no edital publicado no último, dia 21, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para todos os cargos.
Andréia Ribas dá a dica: "As provas do Cespe têm como característica a ênfase na criação de situações práticas envolvendo os assuntos dispostos no edital, e têm também a tendência de elaborar questões a partir do senso comum, o que induz ao erro". Para estudar a matéria, ela recomenda temas como relações interpessoais, habilidades na resolução de conflitos, trabalho em equipe e processo de comunicação humana. E oferece aos candidatos um instrumento valioso: texto teórico e exercícios - o material preparado por ela mesma, usado em suas aulas, está disponível no CorreioWeb.
A expectativa é grande. Especialmente para Iara Maria da Costa, que fez do concurso da Polícia Federal sua única meta. Ela já trabalhou na PF como secretária e hoje tem um emprego no Ministério da Justiça, na mesma área de atuação. Vai fazer concurso para agente administrativa. "Não vou precisar de preparação física. E tenho uma vontade tão grande de ingressar na carreira que me dedico a estudar dia e noite, em casa e no cursinho", frisa. Se Iara não vai precisar se submeter aos testes físicos, sorte dela. No concurso de 2004, ainda em vigência, de 10.547 candidatos a todos os cargos que fizeram o teste físico para ingresso na PF, 1.760 foram reprovados |